
Nada melhor que uma beach party para começar as férias, não? Sem direito a pés molhados nem cerveja no bico, foram as melhores 24 horas da minha vida. E já passei por algumas coisas interessantes na minha vida… Nada como acabar um trabalhinho de C às 6 da manhã e, às 9 horas, abalar rumo a Leça da Palmeira. Malas arrumadas, roupinha confortável vestida, and here we go, rumo a Leça da Palmeira. Com os bilhetes comprados dois meses antes, esta avizinhava-se como a maior festa de música electrónica do país. E as expectativas não ficaram aquém, nada mesmo. O que aconteceu antes e depois do espectáculo não interessa mesmo nada, portanto… Vamos lá a fazer a review que o Padilha pediu!
23h30 de 24/07/2010: 2ManyDJs entram para cima de palco. Bem ao seu estilo – que é sem estilo, note-se – os irmãos belgas partiram a casa toda. Desde Guns ‘N Roses até BoysNoize, passando por Queen ou Zombie Nation, conseguiram abrir a noite em beleza com uma bela actuação, levando até aos espectadores músicas da velha e da nova era. Durante hora e meia, um misto de clássicos, de novidades, de revelações e de uma conjugação de músicas perfeita, o público delirou e pediu por mais. Mas mais não havia. Afinal, de seguida vinha o Sr. Tiesto…
01h30 de 25/07/2010: Após meia hora de intervalo, a tão “longa” espera acabou. Tiesto subiu, finalmente, ao palco para delírio de muitos seguidores que lá foram só por causa dele. Nunca tinha tido o privilégio de ter “ou’visto” Tiesto ao vivo mas, para primeira vez, acho que não foi mal de todo. Sabia o que me esperava, desde as mais antigas às mais recentes mas, ainda assim, o seu enorme espectáculo visual – coisa que a NEBP primou pela excelência – cativou tudo e todos. Na sua onda mais “pesada”, devo dizer que Tiesto está mais “pita” que noutros tempos. É verdade que a música muda, tal como o mundo. Mas, ainda assim, não deixou de me espantar ouvir Tiesto a passar Hey Hey ou mesmo a Alcoholic. Para repetir, embora não faça 1000 Km para ouvir Tiesto
03h35 de 25/07/2010: Cinco minutos após o previsto, três senhores invadiram o palco. De seu nome Axwell, Steve Angello e Sebastian Ingrosso – Axwell de branco e os S Brothers de preto – deram, provavelmente, o melhor espectáculo que eu alguma vez vi na minha vida. Após tantas horas de espera, tantas horas de viagem, tantas horas sem dormir… era aquilo. Era aquilo que mais de 30000 pessoas esperavam religiosamente. Finalmente tínhamos, em Portugal, SWEDISH HOUSE MAFIA pela primeira vez. E se eles partiram a casa toda, a verdade verdadinha é que o público delirou quando Axwell deu o “mote às tropas” e proporcionou a todos os presentes “the ride of One life”. Durante aqueles quase 5 minutos, fui feliz. Juro que fui. Foi para ouvir aquilo que eu tanto sofri, tanto dinheiro gastei, tanto puto estúpido aguentei. Finalmente a One ecoava pela Praia do Aterro, em terras de mar e, durante aqueles momentos, o mundo era perfeito. Todos os que lá estavam esqueceram a crise, esqueceram o desemprego, esqueceram que este país está na cepa torta. Desde camisolas, EPs da One, Cachecóis de Portugal x Suécia… Tudo serviu. E sortudas foram as duas meninas que tiveram a sorte de subir para cima do palco e contactar com eles. Sortudas pá!
Se o meu coração já estava possuído por esta “tripla maravilha”, agora ficou finalmente arrebatado. Next stop: Masquerade Motel @ Pacha, Ibiza. Mas, enquanto não há dinheiro para ir, vamos lá ouvindo a Leave The World Behind, a How Soon is Now e a One no iTunes. E olhem, pode ser que nestes próximos dias apareça praí uma “Two” para nos alegrar…
The time of our life <3 SWEDISH HOUSE MAFIA
Para terminar, deixo aqui uma pergunta a todos os que puderam apreciar este espectáculo: Sensation quê?
Armando Gomes
PS: Vou já encomendar a bandeira da Suécia em tamanho XXL para estampar… well, you know what!