11.08
Ai ai… Apetece-me escrever! O que não é necessariamente bom pois esta divação pode, muito bem, “nunca” mais acabar. Vá, vai ter um fim, sim… Mas pode muito bem, antes disso, ter palavras com fartura, entrelinhas “maradas” e eufemismos “eufemismados”.
Prosseguindo… O post do desfile foi um sucesso! Mais de 400 visitas num só dia, é a nova fasquia da casa! Fico bastante feliz pela adesão à “causa” e, acima de tudo, é sinal que as “modelos” das fotografias andam a espalhar “magia” por esses mundos fora…
Agora, que com esta brevíssima introdução já fiz o agradecimento tão bem merecido pelas “minhas” meninas, vamos lá a divagar “à séria”. Hoje é dia de descanso. Semana dura, esta… Mas ontem foi dia de “relaxar”… Um belo jantar, com uma ainda melhor companhia. Admito que fiquei surpreendido. Fiquei mesmo. Não vou dizer que tinha uma ideia errada – porque, por norma, não faço julgamentos – mas, surpreendeu-me. Sim, não poderia ficar “pior” imagem do que a do dia anterior mas… o que o álcool faz!
Mas pronto.. conheci o lado simpático e solidário, um sorriso muito, muito lindo e uma ternura – sim, eu acho-te ternurenta
– que contagia… Mas, falando do jantar, até foi giro. Sim, engraçado. Porque aquela “picardia” de ver “quem ficava por cima” nas conversas… Muito interessante. É sempre bom esta “competitividade” amigável…
Mas, como nem só de jantares e de raparigas lindas e maravilhosas se faz um dia, fui sair com a cambada. O Mourinho fazia anos e, como manda a praxe… Well, you know what. Média puxa média e, não podia faltar, obviamente, a garrafa partida da ordem. “Eh pá.. Ainda por cima estava cheia… E dei uma ao Orlando…” – /me dies.
Mas o cansaço apertava – tal como agora aperta – e a noite não podia ser mais longa… E não era para ser tão longa mas, aquela frase marcou-me…
“Tu és o único informático que eu conheço que aguenta todas, que nunca desiste nem verga, tu és o último que mantém a reputação…”
É sempre bom saber que somos, vá, exemplo para alguém. Ou que somos suficientemente “exemplares” para sermos tidos como modelo. Mas, por outro lado, associar isto a saídas à noite… ui…
Mas nem só de alegrias se faz os dias. Também existem tristezas, cansaços, confusões e mal-entendidos… É tão duro sofrermos pelas coisas que os outros fazem, coisas das quais não temos culpa. É duro chegarmos a qualquer lado e levarmos nas orelhas por algo que não temos culpa, sermos tratados como se de homicidas nos tratássemos ou, então, como se todos os males do mundo tivessem um denominador comum: nós.
Eu sei bem o que é sofrer por tabela. Já estou habituado a isso… Mas isso faz-me, vá, crescer. Porque é uma forma de, supostamente, aprendermos a ser melhores pessoas. Por muito improvável que possa parecer, aprendemos a não fazer as coisas que os outros fazem.
Enfim… Se calhar sofremos mais porque somos boas pessoas. Se fôssemos uns cabrões insensíveis, que não olhávamos a meios para atingir os fins, que passávamos por cima de tudo e de todos.. seriamos mais felizes. E, por muito que, por vezes, o queiramos ser, nós, simplesmente, não o somos… não é enfermeirinha?
Há quem diga que o melhor da vida são as crianças… há quem diga que o melhor da vida é a farra… pois eu, Armando Gomes digo que, o melhor da vida, é a chuva. Tal como uma “figurante” disse, ainda à pouco, na televisão, a chuva é o melhor revitalizante e revigorante que existe. Sem chuva, não haveria “árvores”. Logo, não haveria natureza nem vida – no sentido literal. Portanto, não existiriam crianças, nem farra…
Peço desculpa, mas eu trocaria, de muito bom gosto, uma grande festa por uma tarde, no quentinho – entenda-se, neste caso, um ambiente aconchegante e não grande parte das depravidades que as vossas mentes estão a “depravar” -, bem agarradinho a quem gosto, a quem me faz sentir bem, ouvindo a chuva a bater lá fora…
Mas nem só. Apesar da chuva ser ácida – devido à poluição existente nos nossos dias -, para mim, uma das melhores coisas é mesmo pensar na vida à chuva. Sim, à chuva. Porque aí percebemos o quão insignificantes somos. Percebemos que, tudo aquilo pelo qual podemos passar uma vida a construir, pode desaparecer em segundos. Percebemos que não passamos de um “monte” de ossos e “carninha” que anda aqui a vaguear por este mundo. Aí, percebemos quem são os nossos verdadeiros amigos, as pessoas com quem podemos contar. Porque se eu vir um amigo meu à chuva, pensando… eu vou pensar com ele.
Eu só posso falar por mim. Os meus momentos mais vulneráveis são, exactamente, quando caminho pela chuva, pensando… Em que nós lavamos os nossos pensamentos, em que tomamos decisões… Em que nos apercebemos que a vida não é perfeita. Nem um mar de rosas. Em que vemos que, o que achámos ser possível, afinal, não passa disso… de um “achar”, de um sonho.
Enfim… “não se ama alguém que não ouve a mesma canção…”.
E por hoje já chega… Vou dormir, já não aguento os olhos…
Não percam o próximo episódio, porque nós também não!
Armando

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