2010
08.27

Mudasti

Anda aí uma grande barafunda por causa desta espécie de palavra – e não, não a intitulo de espécie só porque, neste blog, é tudo uma espécie de… – que nem palavra é. Querem, à força toda, meter esta palavra no dicionário, utilizando argumentos irrisórios – pelo menos para mim – que, para uma pessoa relativamente “entrosada” com a língua de Camões, provoca a mais sincera gargalhada.

Se ainda não deu para perceber, devo dizer que sou contra esta medida. E não preciso de invocar qualquer tipo de argumento. Os argumentos que eles invocam para promover a adição de tal palavra ao dicionário são, por si só, suficientes para deitar por terra toda e qualquer tentativa de chegar a bom porto. Um exemplo disso, segundo eles, é a palavra “Caterpillar” (ou algo semelhante). Porque raio haveria de constar no dicionário esta palavrinha? Quem é que a usa?

Meus amigos “Mudastianos”, apresento-vos a algo chamado: ESTRANGEIRISMO. Segundo a Wikipédia, apesar de estar em brasileiro, “estrangeirismo ou peregrinismo é o uso de palavra, expressão ou construção estrangeira que tenha ou não equivalente vernácula, em vez da correspondente em nossa língua”. Isto, obviamente, explica porque motivo se diz Caterpillar em vez de “Máquina extremamente grande, que leva tudo à frente, incluíndo o palhaço que quer meter Mudasti no dicionário, utilizada nas obras”. Parece mais fácil dizer Caterpillar, não?

Nota: Eu tenho um dicionário da Língua Portuguesa, de Sinónimos e de Verbos. Não o tenho aqui, infelizmente, para ver o significado de Caterpillar no dicionário. Mas, assim que puder, verificarei e colocarei tal descrição.

Afinal de contas, Mudasti não é uma palavra. Segundo a mesma Wikipédia, “na língua portuguesa, uma palavra (do latim parabola, que por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser definida como sendo um conjunto de letras ou sons de uma língua, juntamente com a ideia associada a este conjunto. A função da palavra é representar partes do pensamento humano, e por isto ela constitui uma unidade da linguagem humana”.

Alguém me explica a ideia associada a Mudasti? Uma lata de Iced Tea? Ou uma lata de Chá Gelado? É que, segundo me parece – e deixo aqui o desafio para atestarem a veracidade – acho que nas latas aparece Iced Tea e não chá gelado. Se são tão patrióticos, porque não mudar tudo?

(Perdi dois minutos da minha vida a ler o manifesto do movimento e percebi que, afinal, são ainda mais burros do que eu pensava)

Estes mesmos iluminados – como se devem auto-intitular – argumentam que, só porque as palavras não se usam comummente, devem ser retiradas. Ou então, segundo a lógica deles, só porque ELES  não as usam, deviam ser retiradas de lá. Depois destes dois minutos, perdi mais 30 segundos a ver quantas assinaturas já tinham: 654. Afinal, não preciso de me preocupar.

Mas, como há sempre um mas, em defesa deles têm, nada mais nada menos que… (ouve-se um rufo na sala) o acordo ortográfico! No meio de tanta mudança, vamos lá meter mais uma palavra… E, já agora, vamos meter “Bazinga”, “rashdaojkaspopmdwapomdawpmosad” e “raiocapartaosiluminados”, não?

Preocupem-se em levar o país para a frente, em vez de tentarem fazer dinheiro com coisas inúteis para a nossa sociedade.

2010
08.27

Paranóias Informáticas…

Impressionante. Comecei a fazer um gestor de palavras-passe só porque não me apeteceu ir ao email procurar os dados de acesso ao FTP de um domínio…

São estas paranóias que nos caracterizam.

2010
08.26

Direito à informação

Depois de uma bela noite de sono – entenda-se três horas – cá estou eu, novamente, a escrever para, eventualmente, alguém ler estas minhas divagações sem nexo. Bem, quase nove horas depois de ter acordado, nada melhor do que fazer uma pequena revista pelas novidades no panorama nacional, internacional e electrónico para me deixar… estupefacto.

Prometi a mim mesmo que não ia escrever sobre futebol… Ficam só os parabéns ao Braga, aos seus adeptos, simpatizantes e, acima de tudo, ao seu povo que tanto vibrou com esta conquista. Quem teve oportunidade de analisar o meu Faceb00bs, deve ter constatado que eu estava bastante feliz também. Prosseguindo…

(Entretanto e, de forma legítima, o autor fez uma pausa de aproximadamente 36 horas…)

E tenho que, realmente, falar de futebol. Eu acreditei que era possível. Apesar de às vezes parecer que não ia dar, o meu clube do coração, o meu orgulho verde e branco deu uma lição de bom futebol aos mariquinhas, queixinhas, mentirosos, aos falsos e, acima de tudo, aos palhaços dos dinamarqueses. Mandem vir e paguem logo! Sporting Clube de PORTUGAL <3

Falando do que realmente interessa. Ainda não tive oportunidade para ler a framework que a Google quer criar com a Verizon. Mas, resumidamente, será algo parecido a: pagamos X por um pacote base de internet, que nos dará acesso a A, B e C. Se quisermos aceder a páginas de informação, temos que pagar mais X. Para sites de entretenimento, mais X. E por aí adiante… Parece absurdo? Não é.

Isto pode ser tudo uma jogada das operadoras para nos roubarem ainda mais dinheiro. Mas, como disse, ainda não li em pormenor esse pseudo-acordo. A verdade verdadinha é que, a verificar-se esta postura de mercado e de imposição de limites a que conteúdos poderemos aceder vai, sem dúvida alguma, desencandear uma guerra entre operadoras e “informáticos insatisfeitos” – entenda-se gente com conhecimentos suficientes para fazer frente a estes pseudo-reguladores – entre os quais, certamentos, constarei.

E olha, vou trabalhar…

Até logo.

2010
08.11

Acidentes de trabalho

Agosto. Um calor “fresquinho” paira sobre as noites alentejanas. Aproximam-se, a passo bastante largo, as festas bi-anuais, que fazem as delicias de (quase) toda a gente. E, como tal, para fazer destas festas as mais bonitas de todas, é preciso trabalho. E esse trabalho acarreta, de certa forma, riscos. Por vezes demasiado elevados.

Trabalhar nas alturas não é, de todo, fácil. É um trabalho duro, para a malta das pernas firmes, que não tem medo dos andaimes que abanam por tudo quanto é lado. De mim, só posso dizer que me amedronta um pouco o facto de andar em cima de andaimes que abanam, como já referi, por tudo quanto é lado. Mas, apesar desse pequeno receio, enfrento-o e venço-o, umas vezes mais facilmente, outras vezes mais dificilmente.

Mas, ossos do ofício à parte, a verdade é que a boa vontade, por vezes e por si só, não chega. É preciso também aquele “talento” – apesar de não ser inato, é preciso saber o que se faz – e, acima de tudo, aquela estrelinha de sorte que paira sobre as nossas “flores”. E foi isso que aconteceu ontem.

Já com a noite longa – e comigo em cima de um andaime -, a cruzeta lembrou-se de pregar uma surpresa  e partir, provocando o involuntário desmontar do andaime, ficando o pobre rapaz preso “por arames” – e ainda bem que não ficou literalmente preso por arames. É duro ver algo acontecer a qualquer coisa como dez metros de distância, sabendo que estamos em cima de um e, caso aconteça connosco, pôr em risco cinco meses de “recuperação” forçada. Daqui por um mês, lá vou eu em busca da minha amiga máquina das Ressonâncias Magnéticas, a ouvir “annoying noises” durante vá, quase uma hora.

E, se todos os átomos ajudarem, vamos partir para uma época em grande, com muito esforço e dedicação, muito empenho em busca de um objectivo realista e, se possível, dar um salto na “carreira”.

Vou brincar aos Models, Views e Controllers.

Armando

2010
08.06

Going back to the past…

Mais um ano acabado, com muitas aventuras, situações caricatas, com tristezas, alegrias, dor, felicidade… com tudo e mais alguma coisa que se pode imaginar. E, apesar de tudo, foi um ano fantástico por tudo o que algumas pessoas fizeram, levando-me a crescer como estudante, como homem e, claro está, como engenheiro. Enfim, são acontecimentos que, durante um ano, mudam a nossa forma de estar, de pensar e de viver, delineando estratégias diferentes para problemas semelhantes.

Quando alguém dizia que conhecia 10 tipos de pessoas, as que sabiam binário e as que não sabiam, não estava, de todo, errado. Se, de uma forma bastante simplista, adaptar-mos o comportamento “binário” dos números às acções da nossa vida, os comportamentos que levam ao que é o “bem” e que é o “mal”, podemos concluír algumas coisas. Primeira delas é que, por vezes, temos que fazer coisas que não gostamos para fazermos algo que gostamos. Depois, por muito bonito que as coisas estejam, não podemos tomar nada como garantido. A única garatia que podemos realmente ter, durante a nossa vida, é saber que não vai ser fácil ter o que tanto queremos, independentemente de factores externos que o possam influenciar.

Por muito que queiramos, que tentemos obter algo, alcançar algo, atingir determinado patamar… pode sempre aparecer algo que nos destrói os sonhos sem dó nem piedade. O fim de um “ano” provoca, irremediavelmente, o começo de outro. E, este ano, espero não passar  75% dele… lesionado. É desta…

E pronto, experiências vivem-se, experiências ganham-se, fazem-se novos amigos, ganham-se novos inimigos, enganamo-nos com as pessoas, outras surpreendem-nos de uma forma bastante positiva e, por final, levamos um dia de cada vez, esperando que o próximo seja sempre melhor. Agora, meus amigos, vou entrar num mundo proíbido de XNA, C++ e OpenGL/DirectX.

Atentamente,

Armando Gomes