2010
03.09

Dia da Mulher

CMulher com Bandeiraomo não poderia deixar de ser, acho que seria bastante injusto deixar passar este dia sem dedicar a ele umas quantas palavras. As mulheres não são tudo na vida. Mas quase… Normalmente chamado de sexo fraco, são uma espécie rara em vias de extinção. Mulheres, dignas dessa insígnia com M maiúsculo, aparecem em quantidade muito baixa, normalmente em alturas de crise.

Como a minha Joaninha escreveu no seu Facebook, são elas, as mulheres, que têm forças que nos espantam a nós, homens. Capazes de suportar problemas e elevados fardos, de deter opiniões, amor e felicidade. Ser capaz de sorrir quando apetece gritar, cantar quando apetece chorar, chorar de felicidade e rir quando têm medo. E nós, homens, muitas vezes cometemos o erro mais fatal de todos: esquecemo-nos do quanto elas valem.

Digam o que disserem, nós não conseguimos viver sem elas. Nem elas sem nós, por muito que argumentem. O ser humano está feito assim, para viver em comunhão de sexos, dando e recebendo, “negociando” sentimentos e acções…

A verdade é que acho este dia uma valente estupidez. Sou sincero… Apesar de achar justo, pelo que elas representam para nós – homens – e para a sociedade, acho uma estupidez porque elas merecem bem mais que um dia. Aliás, se essa Mulher for A NOSSA Mulher, acho que todos os dias devem ser dias dela. Sim, eu sei… LAMECHAS! Mas é verdade…

Toda e qualquer pessoa que nos faça feliz, essencialmente a “nossa” pessoa, deve ser tratada como uma rainha. Uma florzinha à porta – ou à espera dela -, um jantar a dois à luz das velas, uma massagem, um beijo… ou até mesmo um simples presentinho feito à mão! Acho que não devemos subestimar nem sobrestimar uma mulher: devemos estimá-la, como se de uma flor se tratasse. Afinal de contas, uma relação é uma negociação entre o dar e o receber. Não quero com isto dizer que devemos dar à espera de receber “troco”. Se essa pessoa realmente gostar de nós, ela vai “pagar-se”, if you know what i mean.

Para terminar e, deixando aqui uma pequena sugestão… não esperem pelo dia da Mulher, pelo dia dos Namorados, pelo Natal ou pela Páscoa para dar um presente à vossa  namorada, amiga, confidente, whatever… Agarrem em vós próprios, comprem uma flor e, subitamente, ofereçam-lha: vão ver que, nem que seja por cinco minutos, vocês vão tornar o dia de “alguém”, especial…

Porque o amor verdadeiro existe. Numa altura dos “relacionamentos de papel”, eu quero acreditar que o verdadeiro amor existe… Sim mamã, eu sei… blá blá blá tretas blá blá blá Whiskas Saquetas blá blá blá… Mas eu sou um “eterno romântico”, remember? :-)

As coisas começam e as coisas acabam. Umas vezes melhor, outras pior: é este o ciclo da vida. Mas se tiverem que chorar por alguém, chorem logo. Chorem tudo. E, após isso, agarrem em vocês e vão ter com aqueles que, independentemente do que vocês poderão ter feito – ser injusto e rude é uma hipótese -, não vos vão virar as costas quando mais precisarem. E olhem, disso sei eu… Mais importante ainda: NUNCA, mas mesmo NUNCA ponham a vossa felicidade nas “mãos” de alguém. Vocês têm que ser felizes por vós próprios. Custou-me a aprender isto, mas aprendi… E não me arrependo de nada.

Para terminar de vez, deixo aqui uma adaptação (minha) de uma linha da Eva Longoria na série “Desperate Housewives”: “Só podes ter namorada quando perceberes que consegues ser feliz sem ela…”

Armando “O eterno romântico” Gomes

2010
03.06

Uprising

Por acaso até poderia estar a escrever sobre a música dos Muse, pois é uma das três mais ouvidas no meu iTunes e no Zen, a par de Foo Fighters – Times Like These e Audioslave – Be Yourself. Mas não. Usando o significado “meio literal” da palavra, pretendo-me referir a uma espécie de revolta, um grito de raiva que me propala para outros andamentos.

Começou o segundo semestre: seis cadeiras, das quais cinco são para programar. Sounds interesting, right? Anyway… não é a isso que me refiro. Devo dizer que não podia prever melhor início para o semestre.

Com o regresso das aulas, matei algumas “saudades” de fazer alguma coisa. Como diz o velho ditado, parar é morrer. Especialmente para mim… Adoro aprender coisas novas, aplicá-las e, acima de tudo, transmitir conhecimentos… Mas, como o “bom” deste semestre não se faz de escola, vamos lá ao resto…

Esta quarta-feira jogamos o último jogo da fase regular do campeonato distrital de futsal. Esperemos que não seja o último jogo do campeonato – não estamos com a corda ao pescoço, mas quase -, apesar de um empate bastar. Mas, quem me conhece, sabe que eu não gosto de “jogar” para empatar… Aliás, só sei jogar para ganhar. Como em quase tudo na minha vida, eu não sei perder. Não quero perder. Não gosto de perder. Seja uma “final” ou uma coisa “a feijões”… E vitórias morais… nem ouvir falar delas. Seja por um metro ou um kilómetro: perder é perder, ganhar é ganhar…

Ultimamente tenho feito mais exercicio que o normal. Infelizmente, os treinos a que estou sujeito não chegam para “ganhar pulmão” que chegue – passando a redundância – para carregar a equipa para a vitória. Não estou com isto a dizer que sou melhor que A, B ou C. Mas, numa equipa de futsal, a vitória constrói-se a partir do Guarda-Redes… Aliás, se o guarda-redes não sofrer golos, uma derrota nunca aparece. E quem sabe, não vá ele marcar um golo dum remate “inesperado”…

Esta semana foi semana – i <3 redundâncias – de Distúrbios Culturais. Foi uma semana deveras interessante, não só pelos Distúrbios, como pela chegada de mais uma “colheita” de novas estudantes de enfermagem. Usando uma expressão que já empreguei algumas vezes neste mesmo blog, “quem me conhece” sabe do meu “amor” por Enfermeiras. Não sei explicar porquê…

Mas falando de caloiras, ou melhor… bichas, tive oportunidade de socializar com duas delas: a primeira que me “calhou em rifa” foi a bicha Helicóptero. Como devem ter percebido, este nome deriva da tão célebre expressão “Gira e Boa, Gira e Boa…”. Não foi uma conversa deveras profunda, mas deu para perceber que era… loira. Não fossem os cabelos dela em tons alourados. Depois houve… a Milene. Devo dizer que fiquei com bastante boa impressão dela. Não tanto pelo seu aspecto físico – quem a vir perceberá porquê – mas mais pelo aspecto “psicológico”: simpática, extremamente educada e, do pouco que falámos, pareceu-me ser inteligente. Mas, mais do que isso, a pobre coitada foi obrigada a ter que se declarar à minha pessoa… que tortura! LOL Devo dizer que foi uma declaração de amor muito bonita, improvisada é certo, mas muito profunda.

Claro que ainda estou à espera do papel com os coraçõezinhos… mas nada que não se “aguente”…

Quase paralelamente a esta declaração, apareceu a menina Rita. Muito, muito gira – talvez uma das raparigas mais bonitas do “recinto” nessa noite – e simpática. Nota-se que a sua licenciatura não lhe tirou aquele “pedacinho” de jovem universitária que pretende ser… feliz. Só tenho pena de não ter podido estabelecer um “diálogo sério” com ela. Tenho a certeza que iria ser bastante interessante e, com o qual, eu aprenderia muitas coisas novas. Talvez um dia possamos reencontrar-nos – se bem que a esta hora ela já nem se deve lembrar do “gajo” a quem se apresentou de joelhos – e aí sim, ter essa tão “esperada” conversa.

Falando directamente sobre mim, só posso dizer que já não tenho o “andamento” que tinha outrora. Contudo, tenho à minha volta algumas pessoas que me apoiam, que sabem que, no meu caso, a expressão “as aparências iludem” é levada para outro nível e que, muito me tenho empenhado em tornar-me uma pessoa melhor. Vá, em deixar de ser uma pessoa tão “má”… Porque, tal como disseste, nem todas as pessoas do mundo são más. Nem todas as pessoas do mundo sentem-se felizes em fazer “o mal”.

Mas como nem só de socialização se faz um futuro Engenheiro Informático – se bem que, nas últimas colheitas, socialização aparenta ser uma palavra desconhecida para a grande maioria -, agora tenho que me empenhar em jogar mais e melhor. Tenho que me empenhar em estudar mais e melhor. Agora o objectivo é, acima de tudo, going for straight A’s. Não é fácil, mas não é impossível. Muito menos para mim, que tenho plena consciência das minhas capacidades…

E pronto, agora que se faz tarde, vamos lá acabar este longo texto, que retrata uma semana de “coisa nenhuma”…

Armando Gomes

“And to be yourself is all that you can do…”

2010
03.01

Here we go again…

SPOOOOOOOOOOOORTIIIIIIIINGGGG!!!!!!!!!!!

Pois é… mais uma vitória mítica(?) do NOSSO SPORTING, aquela “equipazeca” que andou aí perdida durante uns meses… E que, pelos vistos, acordou a tempo de despachar os Ingleses e de, quem sabe, ter retirado a revalidação do título nacional ao FC Porto. Agora vêm aí os Espanhóis e, como tão depressa virão esperemos que, igualmente depressa, irão. Acho que a jogar assim…

Enfim, só deixar uma palavrinha a alguns galináceos… O Sporting pode estar a 20 pontos do primeiro… whatever. Perder o campeonato por 1 ponto ou por 20 é igual. Perder é perder. Agora… Nós podemos não ganhar o campeonato. Mas podemos fazer com que alguns percam… O Primeiro foi ontem. Who’s next?

Ah.. e o nosso MARAT IZMAILOV marcou mais um golo… e que golo! A esta hora meio mundo pergunta-se como é que o Izmailov fez aquela recepção… Incrível. E o “nó” do Moutinho ao Fucile?

Para terminar esta secção verde-e-branca, queria deixar aqui uma mensagem a alguns jogadores do Sporting. Eu sei que eles não vão ler, mas… HELLO?? Isso NÃO SE FAZ AOS ADVERSÁRIOS! Primeiro o Matías Fernandez ao Jagielka… Agora foi o Moutinho ao Fucile… Isso é maldade e comportamento anti-desportivo! Enfim…

Prosseguindo… Mas como nem só de futebol se faz a “alegria” desta manhã, nada como começar um semestre com uma aulinha de Microprocessadores e Arquitecturas com aquele professor… magnífico. Se é verdade que as aulas são… chatas, entediantes e com pingo de… burrice à mistura, não é menos verdade que deve existir respeito pelos Professores e pelos colegas. Chegar a tarde e a más horas, interromper a aula para “cumprimentar” A, B ou C e, a sensivelmente 20 minutos do término da mesma, sair, interrompendo novamente a aula e, ainda por cima, “mandar boquinhas” do género: “Vocês iam embora e não me diziam nada?” é intolerável. É certo que não é uma atitude correcta mas o Professor deve manter a sua postura. Não deve “amuar”, como foi o caso, não deve fazer “birrinhas”, como foi o caso… A cadeira não é fácil. Ele não a sabe ensinar. E ainda faz isto? Enfim…

E quem sai prejudicado disto tudo? É aqui o Armandinho… Não que não estivesse com vontade de sair – até porque eu tava a ouvir tudo menos o que o Professor dizia… mas não estava a desrespeitar ninguém…

Enfim, esta noite promete. Regresso às origens da cevada… e algumas já estão prometidas. Começar semestres com bebedeiras era algo que eu fazia há algum tempo atrás… here we go again? :-D

Até logo,

Armando Gomes

PS: SPOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORRRRTIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIINGGGG!!!

Um craveiro numa água furtada
Cheira bem, cheira a Lisboa
Uma rosa a florir na tapada
Cheira bem, cheira a Lisboa
A fragata que se ergue na proa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de Lisboa
Lisboa tem cheiro de flores e de mar
2010
02.26

Coisas

Pois bem, antes de começar… Olá! :-D E, obviamente, SPOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORRRTIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIINNNNGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG!!!

Não posso começar por outro assunto. Aquela magnífica exibição não pode passar despercebida. Foi um SPORTING como há muito não se via. Foi um SPORTING com as letras em tamanho garrafal. Todos jogaram bem. Todos passaram bem. Todos atacaram bem. Todos defenderam bem. Sinceramente, tinha saudades deste meu Sporting. Este Sporting que me fez chorar de alegrias, este Sporting que me fez fazer viagens loucas para os ver jogar, este Sporting que me deu a melhor prenda de anos de sempre.

Mas, mais do que a enorme exibição, sobressai o nosso ETERNO NÚMERO 7. Aquele maravilhoso, monstruoso jogador – com uns toques de galináceo, é certo – chamado Marat Izmailov que, a pedido dos adeptos, ficou em Alvalade. Este “a pedido” pode parecer estranho, mas é claramente um dos jogadores mais acarinhados do nosso clube. Ele e o Simon… Ao nosso Marat, MUITO OBRIGADO!

Mas como nem só de Sporting se faz o Mundo, vamos falar de mais coisas.

Acho que pela primeira vez em 4 anos que estou nesta escola, que os horários não saíram no domingo à noite. Devo dizer que os horários não são grande coisa… Mas é o que temos!

E agora não me apetece muito escrever. Acho que fico por aqui… Mais logo venho tentar explicar quando é que se deve usar hífen ao escrever “compraste” ou “Compras-te”.

Armando.

2010
02.25


E o pior disto tudo é que é mesmo verdade…

Passem pela página do senhor http://theoatmeal.com e divirtam-se durante algum tempo! Ah, e ofereçam-lhe uma caneca de café… :-D

Armando

2010
02.25

Sorriso

Pois é… basta uma simples vitória para provocar um mais simples e humilde sorriso. Admito que já tinha algumas saudades deste sorriso. É que com este mesmo sorriso – e a palavra sorriso já apareceu escrita umas dez vezes em três frases -, as dores não doem tanto. A falha não… falha tanto. Não era bem este sentido que eu quereria dizer mas, como se diz na gíria, you know what i mean.

Não posso dizer que tenha sido uma exibição memorável – muito longe disso até. Houve alturas a roçar o vergonhoso. Mas, o NÓS, soube dar a volta por cima. Foi o NOSSO empenho que nos fez superar pequenas falhas individuais que podiam, certamente, ter comprometido o jogo.

Devo dizer que, sinceramente, sempre pensei que um dia iria jogar contra o Sporting. Não era bem este mas, enquanto o outro não aparece, é com este que temos que nos safar.

Falta uma final. A final está ao nosso alcance. E isto é falar nas entrelinhas…

Começa o novo semestre, começam os jogadores a nada ter para fazer. Excepto treinar. Vamos lá todos unidos lutar, combater, esforçar para, no fim de contas, irmos todos beber, pagando cada um a sua grade!

Cumprimentos aos Nabos,

Armando Gomes

2010
02.23

Rules

Pois é… como puderam – ou não – constatar, fiquei uns tempinhos sem escrever e, nestes tempinhos, consegui pôr muita coisa no seu devido lugar. Com isso, all by myself, decidi reger-me por três regras essenciais. Mas já lá vamos…

Primeiro que tudo, “arrumei” um assunto “meio pendente”. Não vou dizer que era algo que me atormentava, mas também não era algo com o qual eu estava totalmente à vontade. No fundo, acho que havia uma pequenina – mas mesmo pequena – parte de mim que achava que as coisas se podiam orientar. E, tal como suspeitava, elas “orientaram-se” para outro lado. E, para meu alívio, libertei tudo o que me ia na alma. Acredito que possa ter sido injusto e até, eventualmente, bruto… mas era o que sentia. Tal como disse, não era um pedido de desculpas, era um mea culpa. Tenho perfeita noção das coisas que escrevi e tenho mais noção ainda das consequências que acarretam. É a vida…

E, com esta situação toda, chegamos à regra número um. É, talvez, a regra mais importante de todas. Por si só, não serve de grande coisa. Mas, tal como a sociedade em que vivemos, até as regras têm que saber trabalhar em conjunto. Bem, se calhar está na hora de a citar… peço desculpa por ser em inglês, mas assim é mais “harmoniosa”: Never say never, never say forever!

Nunca dizer nunca por uma simples e pequenina razão: não sabemos o dia de amanhã. As coisas certas hoje podem ser uma dúvida amanhã. E as dúvidas de ontem podem amanhã ser certezas. Nunca podemos dizer “nunca”, dizer “esquece”, dizer “não consegues” ou qualquer coisa similar… A verdade verdadinha é que, muitas vezes, o improvável acontece… Basta pequenos acontecimentos que, em uníssono, se transformam numa grande mudança. Quanto à parte do nunca dizer “para sempre”, posso falar de experiência própria. Tive uma separação díficil, pois foi de alguém que eu gostava muito. Gostava mesmo muito. E, apesar de haver sempre aquela reticência em relação ao “para sempre”, eu sentia-me bem. Sentia-me feliz. E, se eu pudesse “escolher”, escolhia ficar assim, feliz, para todo o sempre, para o resto dos meus dias. E sim, eu sei que posso “escolher”: afinal, a minha felicidade depende unicamente de mim… mas vocês percebem o que quero dizer.

Prosseguindo no assunto, para a semana começa o segundo semestre. E, neste semestre, não existe tolerância a falhas. Nem uma única pequena microscópica falha. Afinal, sou quase “recém-licenciado”, não é? O que nos leva à segunda regra… School comes first. Everything else comes second… Quem diz escola diz trabalho. Well, once again, vocês percebem. Tal como “prometi” à minha “pequena mamã”, eu não vou deixar de estar com os meus amigos, não vou deixar de sair, de ir beber uns copos nem nada parecido… simplesmente nada vai influenciar o meu desempenho enquanto “trabalhador”. What happens outside school, stays outside school.

E, por fim, a última regra refere algo bem explícito: Há gente pior que eu! Andei eu “aqui” a queixar-me, por causa de uma rapariga… Andei eu, de volta das minhas amigas, queixando-me dos “azares da vida”, tendo pena de mim próprio, quando existe gente pior que eu… Oh yeah, tive um desgosto de amor… mas quem não tem? Se todos os males do mundo fossem esses… E quem não tem um braço? Uma perna? Quem não consegue andar? Ou quem não consegue ver? Que podem fazer esses para remediar isso? Ou, pegando num assunto mais actual, que podem fazer aquelas famílias na Madeira? Que poderá fazer aquele Pai e Marido(?) que viu a sua filha e a sua esposa(?) serem arrastadas pela tempestade sem nada poder fazer?

Pois… se calhar, e assim de repente, um desgosto de amor não é grande coisa…

Só para terminar – porque isto não pode ser muito de cada vez – queria deixar uma palavra de agradecimento a algumas pessoas que me apoiaram muito nestes tempos mais complicados. À minha mamã, à minha filhota, à minha madrinha, à minha enfermeirinha, à minha batata, à minha ludmila e, entre muitas – estupidez… mais uma ou duas -  outras pessoas que me aconselharam, que me fizeram abrir os olhos, que me fizeram sentir bem comigo mesmo… que, acima de tudo, me fizeram sorrir por mim próprio!

Obrigado!

Armando Gomes

PS: Não posso terminar sem deixar uma palavra de apreço a um palhaço que, desde que nos conhecemos, tem sido impecável, sempre disposto a ajudar quando a sua ajuda é útil e necessária. Porque eu sei que tu nunca me vais deixar ser o tapete de ninguém… :-)

2010
02.13

Carnaval

Nada melhor do que abordar este tema, quando esse grande dia – que só o é porque é feriado – se aproxima a passos largos. É já terça-feira, dia 16, que se celebra esse dia em que, supostamente, ninguém leva a mal. É um dia em que satirizamos o que de mal vai nas nossas vidas, na nossa sociedade, no nosso país e, por vezes, nos nossos vizinhos… Fazem-se concursos infindáveis para a melhor máscara – nunca ganhei nenhum, diga-se… mas também nunca me mascarei de Pai Natal! – em que, vá… dispensemos os disfarces mais ridículos que se pode imaginar, onde se incluem fatos de banho à Borat – incluindo a demonstração dos… tomates – e, o mais comum entre o sexo masculino, as prostitutas.

Mas nesta altura de tamanha satirização, acho que é engraçado ver-mos o estado do nosso país, este estado maravilhoso em que se vive num clima de insegurança, num clima de medo, num clima de desemprego, num clima de espionagem(?), num clima de desemprego, num clima… polar.

Não tive o privilégio de poder adquirir uma versão do semanário Sol. Sinceramente que gostaria muito de ter tido acesso às escutas tão fortemente propaladas acerca do Primeiro-Ministro e da Portugal Telecom, com vista à “monopolização” da comunicação social. Sinceramente, acho que até seria interessante tal facto. Poderia ser que, após tal acto, viesse para cá o Venezuelano Hugo Chavéz mandar… Pelo menos, para ele, Lino e Pino é tudo igual…

Mas, para verem que efeitos teria essa monopolização, basta ver em que estado está a Venezuela, em que cada estação de televisão ou rádio, cada jornal ou revista tem que, necessariamente, concordar ou apoiar o governo. Interessante, não é?

Mais interessante é o típico português queixar-se do estado do país, queixar-se do governo mas, quando chega às eleições, vota no mesmo…  Mas, como é carnaval, ninguém leva a mal… não é? ‘Bora não levar a mal os despedimentos injustificados, ‘bora não levar a mal as ***** que os Professores nos dão injustificadamente, ‘bora até nem levar a mal aquela coisa que o nosso amigo diz nas nossas costas…

Mas é carnaval…

E, amanhã, é o dia dos namorados. Desde já, a todos aqueles que namoram, o meu desejo de um grande dia. Para mim, o dia de amanhã também será “especial”, mas por outras razões que para aqui não são chamadas. Apesar de achar este dia uma treta – porque parece implícito que temos que andar com a nossa “cara-metade” atrás o dia inteiro -, acho este dia uma treta. Redundante, eu sei… Enfim…

Eu não preciso que seja o dia dos namorados para andar com a minha cara-metade. Eu não preciso que seja dia dos namorados para dar uma prenda a ela. Eu não preciso que seja dia dos namorados para, do nada, fazer algo especial.

Dia dos namorados – ou de S. Valentim – é só uma versão consumista dos relacionamentos.

Porque o Natal, o Dia dos Namorados, a Páscoa e afins é, obviamente, quando o Homem quiser.

Armando

PS: Antes de qualquer comentário, lembrem-se que eu escrevi Homem e não homem… :)

2010
02.12

Palavra

No meio de tantas palavras que existem na nossa maravilhosa língua portuguesa, existe uma a que eu gostaria de dar especial atenção e dedicar a ela este meu texto de hoje… ou de agora!

É uma palavra que, como se diz na gíria, é um pau de dois bicos. Pode ser algo muito bom mas também pode ser algo muito mau. É uma palavra que, desmedidamente utilizada, pode levar a que esperanças, ilusões, sentimentos estranhos sejam criados e até, quem sabe, provocar desconforto… Mas é uma das palavras mais bonitas de se ouvir. Sinceramente, para mim, esta palavra pode ser encarada como um elogio. No fundo, é algo que caracteriza a nossa opinião sobre a outra pessoa…

Para quem ainda não percebeu, eu estou a referir-me à palavra “amo-te”. Esta palavra – conjugação do verbo amar – significa, segundo o dicionário, estar apaixonado. Gostar muito de, ter muito amor a algo. E, segundo o meu ponto de vista, é a palavra mais difícil de usar no nosso vocabulário. Ou melhor, pelo menos no meu é. Porque há quem diga “amo-te” como quem diz “Olá” e, referindo-me novamente ao que já disse,  acho que deve ser usada com moderação, não só quando é usada em pessoas, mas também nas acções. Contudo, disposta esta pequena introdução, acho que é óbvio que me estou referir unicamente à utilização desta palavra nos sentimentos inter-pessoais.

Falando de mim próprio – que sou o único que o posso fazer e a única pessoa de quem posso falar – só por uma vez na minha vida, olhei nos olhos de alguém e disse que a amava. Foi, portanto, a única vez que senti tal sentimento, passando a redundância. Olhei-a nos olhos, e disse: “Amo-te”. Disse que a amava como nunca tinha amado ninguém. Era verdade, obviamente. Mas, mais do que este sentido, eventualmente, literal, quis dizer que gostava dela como nunca tinha gostado de ninguém. Ela fazia-me sentir bem, fazia-me sentir feliz, fazia-me sentir… completo. Ela era aquela peça que faltava no puzzle.

A nossa história foi algo especial. Através de algumas atitudes e expressões empregues, acho que é possível e correcto dizer que não éramos indiferentes um ao outro, independentemente de tudo o que se passava “lá fora” – e este “lá fora” deve ser entendido como tudo o que acontecia fora da nossa relação -, antes desta nossa aproximação mais… aproximada.

Portanto, desde esse “início” até ao que chegou – no seu ponto mais alto, o auge -, era tudo uma questão de tempo. Era um amor que evoluía a olhos vistos, sendo que era às escondidas. Sim, nós namorávamos às escondidas. E, digo-vos… é o que de melhor se pode fazer na vida! Lembro-me tão bem do primeiro dia em que “namoriscámos”, quando depois de uma tarde de “trabalho” – nem sei muito bem a fazer o quê – cheguei ao pé de ti – e dos outros, obviamente – cumprimentei toda a gente de forma “normal” e, a ti, dei uma ligeira “pancadinha de amor” na tua testa… foi um momento engraçado esse. Lembro-me também, nesse mesmo dia, quando fomos ver um filme para a tua casa, acompanhados por duas outras pessoas. Passámos o filme todo de mãos escondidas, bem agarradinhas uma à outra, durante um filme que não era grande coisa mas, acho que como é perceptível, era o que menos interessava…

Assim ficámos durante muito, muito tempo… bem juntinhos, bem agarradinhos, bem… tudo. Todos os momentos que passávamos juntos era como se fossem eternos, como se o tempo passasse em menos de nada sendo que parecia que tinha parado… A mínima coisa que passássemos juntos, parecia uma coisa única. Quando não estavas ao pé de mim, sentia a tua falta como nunca senti a de ninguém. Foram estas e muitas outras coisas que, para agora, não interessam… Tanto que, desde um “Gosto de ti”, passou para um “Adoro-te” e para um “Amo-te”… sem esquecer do “Amoro-te”, uma mistura entre “Adoro-te” e “Amo-te”…

Isto tudo para dizer que o amor e a palavra “amo-te” é isto mesmo: é um conjunto de situações, vividas em conjunto, que ficam marcadas para sempre na memória de ambos.

Porque nem tudo tem um final feliz. Porque nada dura para sempre. Mas, quando se gosta verdadeiramente de alguém, faz-se tudo para evitar, ao máximo, o sofrimento.

Para terminar, quero deixar aqui uma expressão que me foi dita ontem e que, pelos vistos, vai ganhando fãs a olhos vistos:

“O teu maior defeito era ela, e tu a sua maior virtude!”

por Ludmila

Armando

2010
02.11

…que raio de título hei-de dar a esta minha divagação. Acho que vou escrever sobre tudo o que me apetecer – e que for, obviamente, tolerável – e, no fim, talvez pense num título para isto.

Hoje pode-se dizer que foi quase um dia para esquecer. Não foi um dia para esquecer porque, para além de ter conseguido fazer o que restava de um trabalho fulcral para o semestre, foi interessante a nossa interacção. Admito que foi. Tinha um pouco de saudades daquela minha amiga… daquela amiga especial, que sempre foi, é e sempre, sempre será.

Mas disse-to e acho que foi a melhor opção. Algumas das coisas que escreveste e da forma como as escreveste fez-me sentir tremendamente injustiçado, levam a que juízos de valor possam ser mal feitos e, tal como sempre foste para mim, eu sou para ti. Acho que a sinceridade é algo de muito importante numa relação, muito mais na nossa.

E, para além de injustiçado, fizeste-me sentir mal. Fizeste-me sentir que, aquelas coisas lindas e maravilhosas que passámos juntos, que vivemos juntos, que sofremos juntos foram, simplesmente, coisa nenhuma. E isto entra num ciclo vicioso que tive o privilégio de debater contigo.

Eu não quero, nunca quis nem vou querer nunca que as minhas palavras magoem quem quer que seja. Muito menos a ti, minha pequerrucha, que vais ter sempre um lugar de destaque na minha vida. Aquele “triste” episódio de “fugires” de mim é que, na minha óptica, era dispensável… Foi mais um pequeno momento que me fez sentir mal, impotente e, acima de isso tudo, fez-me sentir… ninguém.

Porque magoou-me muito, mesmo muito quando começaste com aquela “história”. Magoou-me mesmo muito. Sempre te defendi, sempre te apoiei, sempre te dei a mão sem pedir nada em troca. Não quero ser mal interpretado, mas eu sempre fiz o que podia e, por vezes, o que não podia por ti. E o facto de eu escrever que me magoou muito – ou, neste caso, de leres – é completamente diferente do eu to dizer, olhando-te nos olhos. As palavras mentem. Os olhares não. Enfim…

Na minha cabeça, os pensamentos fluem como se de um furacão Katrina se tratasse.

Querem uma música que possa “simbolizar” a velocidade e variedade de pensamentos na minha cabeça? Eu até arranjo uma… Temos a Tiësto – He’s a Pirate!, por exemplo…

Para além destes pequenos grandes por(maiores)menores, sobrou-me ainda aquele que talvez tenha sido um dos piores jogos da minha vida. Depois da vergonha que passei no jogo de sexta feira, em Aljustrel… epa, oh Deus bacano, eu fiz-te algum mal? Acho que não merecia isto. Para além de escorraçados, fomos completamente humilhados em casa. Eu, sinceramente, não sei como é que vocês conseguem dormir. Pois eu vou ter dificuldades, eventualmente até pesadelos.

Oh wait, parte de mim quer acreditar que, isto tudo junto – performance desportiva juntamente com performance social – não passe de um pesadelo. Que um dia destes acorde e que o mundo seja… perfeito. Vou viver num sonho o resto da minha vida…

Tive muita pena de ter estado tão pouco tempo contigo. És, para mim, como uma irmã mais velha. Sim, eu sei, já tenho uma. Mas duas não fazem mal… E até gostam uma da outra, vejam lá!

Mas aquele minutinho que estive contigo, no café, fez-me bem. Acho que és das poucas pessoas que dizem as coisas e que me entram na cabeça. Apesar de te ter convidado para o jogo, há valores mais altos que se levantam – e, obviamente, o teu ganha-pão é um deles -, portanto… há que não desanimar, mais oportunidades virão decerto!

Sinceramente, acho que preciso que agarres em mim e me leves para outro lugar, apanhar outros ares… ainda que seja temporário, uma questão de horas.

Enfim… preciso de ajuda médica! Foram – e são – muitos anos a reprimir as coisas para mim, a não partilhar, a – como diz a minha Joaninha – fechar-me em mim próprio até um dia, possivelmente, perder a chave. E, antes que isso aconteça, está na hora de mudar o rumo.

Eu não tenho nada que me ponha um sorriso na cara. Não tenho mesmo. Nem jogar à bola, que foi a bela merda que se viu. A mínima coisa, dá-me vontade de chorar. Foi aqui, neste blog, que eu encontrei uma forma de me tentar libertar dessas “repressões”. Mas… não chega. Não é suficiente.

Eu gostava – e preciso, urgentemente – de ser, por momentos, o centro das atenções. Não no sentido literal – como alguns de vós poderão pensar – mas ter um bocadinho em que, à minha volta, seja com muitas ou poucas pessoas, a única coisa que interessa sou eu e o meu bem-estar. Que essas pessoas se preocupem com que eu me sinta bem.

Apesar de haver assim gente em todo o mundo, acho que não merecia tanto mal. Acho que não merecia que fizessem juízos de valor sobre a minha pessoa, sem me conhecerem realmente. Mas, pior do que esses juízos de valor, é irem dizê-los para as pessoas de quem eu gosto, com quem eu me sinto bem, sem que eu saiba qual o objectivo. Condicionar o meu bem-estar? Condicionar a minha felicidade? Atacar-me? Ou é pura e simplesmente, inveja?

Acho que tenho direito a ser feliz, como qualquer outro ser humano.

Juntamente com a frase do post anterior, disseste-me que tinhas saudades do armandinho, daquele que saía à noite, que se divertia, aquele que se metia com tudo quanto era rapariga…

Isso tocou-me muito, muito fundo. Toca-me muito fundo e vai tocar bem lá no fundo durante muito, muito tempo. Porque eu sinto que esse armandinho desapareceu. Não está escondido. Simplesmente, desapareceu. E nunca, mas mesmo NUNCA mais irá voltar.

Dentro de mim, sinto um completo vazio. Parece que a única coisa que lá está dentro, são palavras, frases, olhares e pequeninas atitudes, que acenam constantemente para que me lembre delas… Que, de coisas muito, muito boas se transformaram em completos genocidas – nem sem se a palavra existe – de tudo o que de bom havia dentro de mim.

Eu nem sei onde vou no texto, mas estou demasiado cansado para ir tentar seguir um nexo nisto tudo. Afinal, como disse no início, iria falar de tudo o que fosse “politicamente tolerável”…

Os meus pais até se podem queixar de que eu passo a vida a jogar. Realmente, quando estou ao fim de semana em casa, passo mais tempo a jogar do que propriamente a trabalhar. Acho que até já referi isto aqui mas, enquanto jogo, sou respeitado. Não sou nenhum 1337 – e quem perceber a expressão, percebe o que quero dizer – mas sou respeitado. Porque respeito e dou-me ao respeito. Porque lá, ninguém se preocupa com o “passado” das pessoas. Ninguém se preocupa se A ou B faz isto ou aquilo. Lá, o respeito ganha-se. Lá ninguém vai fazer juízos de valor só porque peço alguma coisa a alguém. Ninguém vai dizer que “as minhas balas são de borracha”. Lá ninguém diz que eu jogo mal, ou que jogo bem. E, só para que conste, isto é uma metáfora de certas atitudes de certas pessoas, nas minhas costas.

Mas lá encontro uma forma de suplantar aquela falta de interactividade social… se é que isso existe.

Acho que depois disto tudo, dá para perceber porque é que eu, desde muito jovem, sempre quis ir para a guerra. Eu sei, é estúpido. Mas lá não existem “sentimentos”. Se tens que matar, matas. Ponto final no assunto.

Enfim… agora que as lágrimas acalmaram há que tentar seguir a minha vida em frente. Tu já o fizeste, agora falto eu.

Para terminar, porque a noite vai longa e o texto também, queria só fazer um pedido: quando lerem isto, se acharem que eu mereço e que vale a pena, mandem-me uma mensagem, um sinal de vida. Seja para dizer olá ou para perguntar como estou. Acreditem que, neste momento, nada me deixaria mais feliz…

Armando