2010
02.09

Recta final

Uma longa noite de estudo espera-me. Tenho que aguentar estas duas semanas em alta rotação para conseguir fazer as cadeiras que restam em cima da mesa. Em principio, pelo menos uma já estará. Era preciso algo quase “de outro mundo” para que tal não acontecesse. Mas não deixa de ser pouco.

Só este semestre eram 10. E eu não tenho mãos para isso. Oh well, até tinha mãos, e cabeça… mas não tinha rotação. Não tenho aqueles hábitos de estudante de nota 20 – até porque, se assim fosse, até acho que conseguia – mas não sou aluno de chumbar porque não sabe. Normalmente até é por desleixo…

Só que aquela pressão de “ter que fazer” para mostrar que fiz, que sou melhor que A ou que B… irrita-me. Eu não preciso de mostrar, pelo menos por agora, que sou melhor que ninguém. Eu limito-me a fazer o meu trabalho, com mais ou menos brio – dependendo da relação quantidade/tempo – e de uma forma que me deixe mais feliz.

Sinceramente, prefiro trabalhar sozinho. Sei que em equipa a potencialidade de sair alguma coisa de jeito é muito maior, mas… nunca vos aconteceu serem prejudicados na vossa nota maravilhosa por alguém que borrou a pintura? E vocês sem culpa nenhuma?

E aquela coisa da ideia mirabulástica e original, de deixar todos de boca aberta… nunca vão ter os créditos só para vós, pois não?

Enfim, por acaso apetece-me escrever. Mas não posso. Ou melhor, até posso. Mas vou escrever em derivadas e primitivas, integrais e limites. Porque um exame fulcral aproxima-se a alta velocidade. E alta velocidade implica alta rotação.

Waaaaaaaaazaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Armando

2010
02.07

Extra

Vi um “search term” que conduziu ao meu blog e não consegui ficar indiferente. Alguém procurou por “declaração de amor à miúda da nossa vida” e, epá… tinha que vir escrever isto! A melhor declaração de amor que se pode fazer a uma pessoa não é uma cambada de palavras lamechas que, muitas vezes, não são verdades.

A melhor declaração de amor é abdicar dos nossos sonhos por ela. É olhar-lhe nos olhos e, simplesmente dizer, “amo-te”.

Não existe melhor declaração de amor do que essa.

Armando

2010
02.07

Impressionante…

É impressionante a falta de respeito que muitos dos professores têm pelos alunos no ensino superior. É certo que isto não é “para meninas” – se é que me percebem – mas poderia haver um bocadinho mais de consideração pela personagem “aluno”.

Amanhã tenho meia frequência – parte prática – e  ainda nem sei a que horas é. Eu não sou de Beja, não sou obrigado a lá estar constantemente e ficar à espera que os professores se decidam quando é que lhes dá jeito. A verdade verdadinha é que, além de não saber a que horas é, nem sei o que vou encontrar. Quando saí da parte teórica do segundo teste – o qual tenho que ir fazer recurso – o professor disse que iria colocar o enunciado na página. Até hoje.

A palavra tem que ter valor. E se um professor diz que vai colocar o enunciado na página, deveria fazê-lo.

Para além disto, tenho pouco mais de uma semana para executar um trabalho exigido por um professor que, supostamente, acha que somos profissionais nesta merda. Desculpem a linguagem, mas estou passado. O homem nunca explicou nada de como as coisas se faziam, se muitos se safaram foi à pala dos laboratórios dos anos transactos – que, curiosamente, eram muito semelhantes – , o homem não se preocupa minimamente com os alunos – diz para levarmos coisas para os laboratórios mas não diz quais – e depois ainda por cima deve ter a mania que é rei e senhor do mundo.

Esta merda irrita-me.

No meio de isto tudo existe um professor “bondoso” – se é que se pode chamar assim – que colocou um trabalho extra para podermos passar à disciplina. Apesar de o trabalho não ser pêra doce, a verdade é que sempre é mais uma hipótese. Continuando no meio desta encruzilhada, existe um teste de Direito na terça-feira que, sinceramente, gostava muito de passar. Depois, para acabar em beleza, tenho que estudar numa semana o que deveria ter estudado num semestre para passar a uma cadeira!

No meio do meio de isto tudo, existe hipermédia. Enfim… TOU A FRITAR CARALHO!

Foi um desabafo…

2010
02.06

Mudanças…

Na nossa vida pessoal como profissional, somos sujeitos a várias situações em que mudanças ao nosso comportamento são necessárias. Mas nem só a nível pessoal como profissional. Também a nível desportivo é necessário saber que o sucesso existe mas é necessário trabalho. Muito trabalho. Há quem até se queixe de falta de sorte mas, como alguém muito sábio outrora disse, “é para esta sorte que nós trabalhamos!”.

É certo que durante os quarenta minutos não jogamos só e unicamente contra cinco mas, meus amigos… não são os árbitros que falham os passes. Não são os árbitros que falham as marcações, não são os árbitros que falham os cortes, não são os árbitros que falham os golos!

Com esta falta de empenho e falta de discernimento, não há equipa nem posição que resista. Enfim… deixem-se de ilusões e comecem a trabalhar a sério. Comecem a abordar cada jogada como se fosse a última jogada da vossa vida. Porque aquilo que se passou ontem, em Aljustrel… esqueçam.

Quarta há mais. E mudanças bem profundas avistam-se…

2010
02.05

Mal não faz v2.0

Lutem por um bom resultado: vitória confortável para a viagem de volta a Beja. Se houver momentos maus, peçam aplausos ao povo.

Quando forem 21.00 horas, caro leitor, inspire bem fundo e, se for crente, reze um pouco: todas as ajudas serão bem vindas. Porém, se tudo correr como se espera, serão apenas os humanos a mandar no jogo com o Aljustrel. Era bom que estivessem 60 mil nas bancadas e 22 dentro de campo. Mas não. Dentro de campo estarão 10 e, nas bancadas, uma incógnita. Esperemos que, desses 10, sejam os estudantes os mais fortes e garantam, já hoje, um bom resultado na primeira final deste ‘campeonato’ de qualificação para o play-off final. Que é um bom resultado? Ganhar. Por muitos ou poucos. Com a mão ou com o pé. Com a cabeça de cima ou com a de baixo. Desde que seja a vitória.

E que dirá Luís Pardal para que os seus homens sejam capazes desse bom resultado? Acima de tudo, por certo, que não tenham medo e que joguem com alegria. Não basta? Claro que não. Mas o talento está lá. Nas pernas de Miguel, Vasco, Décio ou Barbosa, por exemplo. Não basta? Claro que não. Mas a segurança está lá. Nas pernas de Rosa, Marcelo, Ronaldo e David, por exemplo. Não basta? Talvez não. Mas nas pernas e nos braços de Armando mora o último recurso.

Depois, se toda esta energia não chegar, sugerimos ao capitão David que peça palmas ao povo. Ao povo que gosta de futebol, ao povo que ama os estudantes, ao povo que raramente se esquece dos homens das engenharias. Só então, leitor, se não chegar para ganhar com conforto, volte a inspirar bem fundo e, se for crente, reze. Pode não ajudar, mas não atrapalha de certeza…

2010
02.04

…enormes protagonistas! É nos grandes desafios que se vê a diferença entre os bons protagonistas e os grandes protagonistas, aqueles cujo talento transborda “a potes”. Mas, mais do que a vitória, há que saber aceitar a derrota. Essa sim, é a diferença entre um jogador e um senhor jogador.

Perdi esta batalha e eventualmente a guerra. Mas é agora, mais do que nunca, que tenho que levantar a cabeça e seguir em frente porque, convenhamos… eu nunca me considerei um bom protagonista…

Está na hora de o provar.

“Não vale a pena chorar sobre leite derramado pois a vida continua. O mundo é grande e está à minha espera…”

Por alguém muito sábio na sua versão 2.0, não é madrinha?

Só uma pequena nota: tenham cuidado com o que dizem. As vossas palavras cheias de boas intenções podem, mais tarde, vir a magoar alguém.

Por Armando Gomes, o gajo que amanhã vai arrancar um jogão daqueles como só muito pouca gente sabe…

2010
02.04

Emptiness

Sinto um vazio enorme em mim. Tenho o teu desenho ao meu lado e…

…e não consigo escrever mais. As lágrimas não deixam…

2010
02.02

Moan

I’ve been thinking too much about you
See the sunset with no sleep at all
Constantly thinking about you
And I can’t get through this at all

I’ve been thinking too much about you
I’ve been staring at the floor
I’ve listened to all the tunes I love
but made me feel quite blue

I’ve been thinking too much about you
See the sunrise still no sleep at all
Constantly thinking about you
And my eyelids won’t close at all

Trentemøller ft. Ane Trolle

2010
02.02

Ghosts n’ Stuff

Enfim… chamem-me o que quiserem. Têm autorização para isso, mas… não consigo. Não consigo deixar de ser “eu”, aquela pessoa que encontrou neste espaço uma forma de exteriorizar os seus sentimentos, com ou sem objectivos, com ou sem destinatários…

Por muito que eu tente escrever, ou melhor, não escrever, eu não consigo, simplesmente, esconder que as coisas não vão bem. Porque não vão. Houve até quem me dissesse – incluindo a minha enfermeirinha Joana – que era estúpido o que eu estava a fazer. Directa ou indirectamente, estava a deixar-me ser afectado por coisas que acontecem a todos, mais ou menos vezes na vida.

Lamento informar mas todos nós fomos, somos e seremos sempre perseguidos pelos fantasmas do nosso passado. Tal como dizia Sir Isaac Newton, a cada “acção” aplicada, recebemos uma “reacção”. E essas “reacções” – no sentido figurado da coisa – irão estar connosco para sempre.

A única opinião mais em desacordo com isto que recebi foi da minha pseudo mana mais velha, a Helena. Ela diz, e lá saberá porquê, que os nossos Namorados(as) não têm nada a ver com o nosso passado. Sinceramente, discordo. Discordo porque para haver uma relação sólida é necessário haver sintonia, sincronismo, sinceridade e não existir ignorância do passado.

Quantas vezes não vimos já que, o “passado”, veio atormentar as relações actuais?

Sinceramente, até acho que fui vítima disso. Não directamente, mas… é aquela mania minha – não sei alguém partilha da mesma “mania” – de querer perceber tudo. Para mim, as coisas que não fazem sentido não existem. Tudo tem um sentido, um objectivo, um meio de ser feitas. E, ao não perceber porque é que certas coisas aconteceram assim, fiquei um pouco preso no passado.

Acho que foi isso que, de certa forma, levou a que certas coisas me deixassem assim. (Gosto desta relatividade e subjectividade aliadas a acontecimentos quase desconhecidos)

Mas agora percebo. Percebo que as coisas aconteceram assim. Como tu outrora disseste, era o destino. Eu, sinceramente, ainda acredito que sim. Ainda acredito que é possível acertar as coisas porque, quando se sente algo como nós sentíamos, não é de um dia para o outro que desaparece. E tenho a certeza absoluta que o que dizias que sentias por mim era verdade. Via-se nos teus olhos…

Enfim… estes tempos sem ti têm servido para reaprender a viver sem ti. Aprendi que ninguém é indispensável mas, claramente, sou muito menos feliz sem ti ao meu lado. Como diria um anúncio da ZON: se eu posso viver sem ti? Posso, mas não é a mesma coisa…

Eu fiz uma promessa e espero poder cumpri-la. Mas, para isso, também tens que deixar… lembra-te: pedrinha a pedrinha, juntos…

Gosto demasiado de ti para abdicar da nossa felicidade. Porque tu és o que de mais importante tinha na minha vida. E se eu gostava de poder conjugar este verbo no presente…

Vou descansar…

Um beijinho daqueles… como se não houvesse amanhã… :’(

2010
01.23

Regresso

Hoje é dia 23 e depois, amanhã, 24. Sim, eu sei… parece matemática básica, mas tem um significado.

Faz domingo, dia 24, três meses que me lesionei com gravidade num tornozelo. Foram, certamente – a nível desportivo – os piores três meses da minha vida. Nunca eu tinha tido lesões com tais proporções – embora já tenha tido algumas complicadas – e, muito menos, com uma época em curso.

É bom saber que, apanhando o jeito das horas, três meses menos um dia depois cá estou eu, de regresso… de regresso para triunfar, espero eu. E espero porquê? Porque não sou eu que mando na equipa, obviamente. A decisão é do treinador e é ele a entidade soberana para dizer se regresso ou não.

Eu sou sincero: tenho medo. Tenho medo porque sei que ainda não estou totalmente recuperado. Talvez esteja a 80, 85% das minhas capacidades. Mas, muito abaixo desse valor, reside a minha confiança, pelo menos no que toca ao meu tornozelo. Tenho medo que me possa ressentir ou até ter uma recaída… Aquela resina, naquele chão, naquela baliza… Enfim…

Tenho medo porque foram três meses de um grande calvário, aliviado unicamente pela presença de uma grande amiga que está sempre comigo, estejamos ou não longe um do outro. Toda e qualquer amizade verdadeira é mais forte que qualquer distância. Esta foi uma máxima que eu, com os tempos, aprendi a dar valor…

Mas, contrapondo com esse medo ou com alguma falta de confiança, posso afirmar que a vontade de entrar, ao género de chegar, ver e vencer é, sem dúvida, muito maior que qualquer medo. Acho – e espero – que amanhã, assim que entre para dentro de campo – se for de início melhor – vou ter aquela sensação estranha, aquele nó na barriga, como se de um primeiro jogo se tratasse. Apesar de o ser – o meu primeiro jogo no campeonato deste ano… e logo a fechar a primeira volta -, não o é. Não existem dedos para contar o número de jogos que eu já fiz… mas cada jogo é um jogo, e amanhã tem que ser para ganhar.

A importância de uma primeira defesa, de um primeiro grito, de um primeiro corte… de um primeiro golo. Avizinha-se difícil – e com as exibições transactas mais difícil se avizinha – mas, a nosso favor, corre um “factor casa” inexistente.

Inexistente, mas a nosso favor… Como?

Porque o pavilhão é o mesmo. Jogamos fora, mas no pavilhão onde treinamos e onde jogamos.

Interessante…

Seja o que Deus, o tornozelo e o treinador quiserem!
Armando