…que raio de título hei-de dar a esta minha divagação. Acho que vou escrever sobre tudo o que me apetecer – e que for, obviamente, tolerável – e, no fim, talvez pense num título para isto.
Hoje pode-se dizer que foi quase um dia para esquecer. Não foi um dia para esquecer porque, para além de ter conseguido fazer o que restava de um trabalho fulcral para o semestre, foi interessante a nossa interacção. Admito que foi. Tinha um pouco de saudades daquela minha amiga… daquela amiga especial, que sempre foi, é e sempre, sempre será.
Mas disse-to e acho que foi a melhor opção. Algumas das coisas que escreveste e da forma como as escreveste fez-me sentir tremendamente injustiçado, levam a que juízos de valor possam ser mal feitos e, tal como sempre foste para mim, eu sou para ti. Acho que a sinceridade é algo de muito importante numa relação, muito mais na nossa.
E, para além de injustiçado, fizeste-me sentir mal. Fizeste-me sentir que, aquelas coisas lindas e maravilhosas que passámos juntos, que vivemos juntos, que sofremos juntos foram, simplesmente, coisa nenhuma. E isto entra num ciclo vicioso que tive o privilégio de debater contigo.
Eu não quero, nunca quis nem vou querer nunca que as minhas palavras magoem quem quer que seja. Muito menos a ti, minha pequerrucha, que vais ter sempre um lugar de destaque na minha vida. Aquele “triste” episódio de “fugires” de mim é que, na minha óptica, era dispensável… Foi mais um pequeno momento que me fez sentir mal, impotente e, acima de isso tudo, fez-me sentir… ninguém.
Porque magoou-me muito, mesmo muito quando começaste com aquela “história”. Magoou-me mesmo muito. Sempre te defendi, sempre te apoiei, sempre te dei a mão sem pedir nada em troca. Não quero ser mal interpretado, mas eu sempre fiz o que podia e, por vezes, o que não podia por ti. E o facto de eu escrever que me magoou muito – ou, neste caso, de leres – é completamente diferente do eu to dizer, olhando-te nos olhos. As palavras mentem. Os olhares não. Enfim…
Na minha cabeça, os pensamentos fluem como se de um furacão Katrina se tratasse.
Querem uma música que possa “simbolizar” a velocidade e variedade de pensamentos na minha cabeça? Eu até arranjo uma… Temos a Tiësto – He’s a Pirate!, por exemplo…
Para além destes pequenos grandes por(maiores)menores, sobrou-me ainda aquele que talvez tenha sido um dos piores jogos da minha vida. Depois da vergonha que passei no jogo de sexta feira, em Aljustrel… epa, oh Deus bacano, eu fiz-te algum mal? Acho que não merecia isto. Para além de escorraçados, fomos completamente humilhados em casa. Eu, sinceramente, não sei como é que vocês conseguem dormir. Pois eu vou ter dificuldades, eventualmente até pesadelos.
Oh wait, parte de mim quer acreditar que, isto tudo junto – performance desportiva juntamente com performance social – não passe de um pesadelo. Que um dia destes acorde e que o mundo seja… perfeito. Vou viver num sonho o resto da minha vida…
Tive muita pena de ter estado tão pouco tempo contigo. És, para mim, como uma irmã mais velha. Sim, eu sei, já tenho uma. Mas duas não fazem mal… E até gostam uma da outra, vejam lá!
Mas aquele minutinho que estive contigo, no café, fez-me bem. Acho que és das poucas pessoas que dizem as coisas e que me entram na cabeça. Apesar de te ter convidado para o jogo, há valores mais altos que se levantam – e, obviamente, o teu ganha-pão é um deles -, portanto… há que não desanimar, mais oportunidades virão decerto!
Sinceramente, acho que preciso que agarres em mim e me leves para outro lugar, apanhar outros ares… ainda que seja temporário, uma questão de horas.
Enfim… preciso de ajuda médica! Foram – e são – muitos anos a reprimir as coisas para mim, a não partilhar, a – como diz a minha Joaninha – fechar-me em mim próprio até um dia, possivelmente, perder a chave. E, antes que isso aconteça, está na hora de mudar o rumo.
Eu não tenho nada que me ponha um sorriso na cara. Não tenho mesmo. Nem jogar à bola, que foi a bela merda que se viu. A mínima coisa, dá-me vontade de chorar. Foi aqui, neste blog, que eu encontrei uma forma de me tentar libertar dessas “repressões”. Mas… não chega. Não é suficiente.
Eu gostava – e preciso, urgentemente – de ser, por momentos, o centro das atenções. Não no sentido literal – como alguns de vós poderão pensar – mas ter um bocadinho em que, à minha volta, seja com muitas ou poucas pessoas, a única coisa que interessa sou eu e o meu bem-estar. Que essas pessoas se preocupem com que eu me sinta bem.
Apesar de haver assim gente em todo o mundo, acho que não merecia tanto mal. Acho que não merecia que fizessem juízos de valor sobre a minha pessoa, sem me conhecerem realmente. Mas, pior do que esses juízos de valor, é irem dizê-los para as pessoas de quem eu gosto, com quem eu me sinto bem, sem que eu saiba qual o objectivo. Condicionar o meu bem-estar? Condicionar a minha felicidade? Atacar-me? Ou é pura e simplesmente, inveja?
Acho que tenho direito a ser feliz, como qualquer outro ser humano.
Juntamente com a frase do post anterior, disseste-me que tinhas saudades do armandinho, daquele que saía à noite, que se divertia, aquele que se metia com tudo quanto era rapariga…
Isso tocou-me muito, muito fundo. Toca-me muito fundo e vai tocar bem lá no fundo durante muito, muito tempo. Porque eu sinto que esse armandinho desapareceu. Não está escondido. Simplesmente, desapareceu. E nunca, mas mesmo NUNCA mais irá voltar.
Dentro de mim, sinto um completo vazio. Parece que a única coisa que lá está dentro, são palavras, frases, olhares e pequeninas atitudes, que acenam constantemente para que me lembre delas… Que, de coisas muito, muito boas se transformaram em completos genocidas – nem sem se a palavra existe – de tudo o que de bom havia dentro de mim.
Eu nem sei onde vou no texto, mas estou demasiado cansado para ir tentar seguir um nexo nisto tudo. Afinal, como disse no início, iria falar de tudo o que fosse “politicamente tolerável”…
Os meus pais até se podem queixar de que eu passo a vida a jogar. Realmente, quando estou ao fim de semana em casa, passo mais tempo a jogar do que propriamente a trabalhar. Acho que até já referi isto aqui mas, enquanto jogo, sou respeitado. Não sou nenhum 1337 – e quem perceber a expressão, percebe o que quero dizer – mas sou respeitado. Porque respeito e dou-me ao respeito. Porque lá, ninguém se preocupa com o “passado” das pessoas. Ninguém se preocupa se A ou B faz isto ou aquilo. Lá, o respeito ganha-se. Lá ninguém vai fazer juízos de valor só porque peço alguma coisa a alguém. Ninguém vai dizer que “as minhas balas são de borracha”. Lá ninguém diz que eu jogo mal, ou que jogo bem. E, só para que conste, isto é uma metáfora de certas atitudes de certas pessoas, nas minhas costas.
Mas lá encontro uma forma de suplantar aquela falta de interactividade social… se é que isso existe.
Acho que depois disto tudo, dá para perceber porque é que eu, desde muito jovem, sempre quis ir para a guerra. Eu sei, é estúpido. Mas lá não existem “sentimentos”. Se tens que matar, matas. Ponto final no assunto.
Enfim… agora que as lágrimas acalmaram há que tentar seguir a minha vida em frente. Tu já o fizeste, agora falto eu.
Para terminar, porque a noite vai longa e o texto também, queria só fazer um pedido: quando lerem isto, se acharem que eu mereço e que vale a pena, mandem-me uma mensagem, um sinal de vida. Seja para dizer olá ou para perguntar como estou. Acreditem que, neste momento, nada me deixaria mais feliz…
Armando