02.09
Uma longa noite de estudo espera-me. Tenho que aguentar estas duas semanas em alta rotação para conseguir fazer as cadeiras que restam em cima da mesa. Em principio, pelo menos uma já estará. Era preciso algo quase “de outro mundo” para que tal não acontecesse. Mas não deixa de ser pouco.
Só este semestre eram 10. E eu não tenho mãos para isso. Oh well, até tinha mãos, e cabeça… mas não tinha rotação. Não tenho aqueles hábitos de estudante de nota 20 – até porque, se assim fosse, até acho que conseguia – mas não sou aluno de chumbar porque não sabe. Normalmente até é por desleixo…
Só que aquela pressão de “ter que fazer” para mostrar que fiz, que sou melhor que A ou que B… irrita-me. Eu não preciso de mostrar, pelo menos por agora, que sou melhor que ninguém. Eu limito-me a fazer o meu trabalho, com mais ou menos brio – dependendo da relação quantidade/tempo – e de uma forma que me deixe mais feliz.
Sinceramente, prefiro trabalhar sozinho. Sei que em equipa a potencialidade de sair alguma coisa de jeito é muito maior, mas… nunca vos aconteceu serem prejudicados na vossa nota maravilhosa por alguém que borrou a pintura? E vocês sem culpa nenhuma?
E aquela coisa da ideia mirabulástica e original, de deixar todos de boca aberta… nunca vão ter os créditos só para vós, pois não?
Enfim, por acaso apetece-me escrever. Mas não posso. Ou melhor, até posso. Mas vou escrever em derivadas e primitivas, integrais e limites. Porque um exame fulcral aproxima-se a alta velocidade. E alta velocidade implica alta rotação.
Waaaaaaaaazaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Armando
